Gestão de RU

O aumento exponencial da população humana, nas últimas décadas, conduziu a um consumo intensivo de recursos e, consequentemente, a um aumento na produção de resíduos.

Foi então necessário definir um sistema de gestão de resíduos sustentável. Em Portugal, até finais do século XX, a gestão de RU era ainda ineficiente, centrando-se apenas na recolha indiferenciada seguida de deposição em lixeiras. Em 1997, iniciou-se uma nova etapa na gestão de RU, as lixeiras foram encerradas ou convertidas em aterros sanitários e deu-se inicio ao processo de recolha seletiva. Em 2005, com a aprovação do plano de intervenção de RU e equiparados, todos os resíduos passaram a ser sujeitos a operações de valorização e tratamento antes da sua deposição. Este plano, ainda define, que os aterros se destinam a resíduos que já não podem ser sujeitos a operações de tratamento e/ou valorização.

A gestão de RU é o conjunto de operações de recolha, transporte, armazenamento, tratamento, valorização e eliminação de resíduos, onde se inclui a monitorização dos locais de descarga. Cada cidadão tem um papel fundamental, na gestão de RU, contribuindo para uma eficaz utilização dos diferentes sistemas de recolha e diminuindo a sua produção de resíduos através de atitudes conscientes e pela prática frequente de comportamentos que promovam a redução, reutilização e recuperação dos resíduos.

Caracterização física do tipo de RU

É muito importante conhecer a composição física dos RU, uma vez que, traduz os materiais que fazem parte dos nossos resíduos.


rsu
III Mercado Biológico
Local: Jardim da Alameda
Público-Alvo: Comunidade
Organização: Fagar e In Loco
+inf. (link ao calendário dia do evento)

 

Composição física dos RU

 6% - Vidro
 36% - Matéria Orgânica 
 24% - Papel e cartão
 21% - Outros
 11% - Plásticos
 2% - Metal

 

 

Através desta caracterização é possível perceber a importância da recolha seletiva (reciclagem). O maior problema que ainda nos deparamos, prende-se com o fato de ainda existir uma grande quantidade de resíduos, como plástico e metal, que não são separados pelos cidadãos. Desta forma, estes resíduos perdem grande potencialidade ao não serem reciclados, simultaneamente, o uso dos recursos naturais não sofre qualquer diminuição.     

Se refletirmos um pouco, percebemos que a produção indiferenciada e continuada de resíduos provoca um aumento na utilização de matérias-primas e energia, com consequências muito severas na sustentabilidade dos ecossistemas. Torna-se imperativo a alteração de comportamentos e mentalidades, é imprescindível a aquisição de uma consciência ecológica, centrada na redução, reutilização e reciclagem dos resíduos produzidos.

É urgente mudar de atitude… Os dados falam por si!

“Em 2009, em Portugal continental, foram recolhidas 5.184.592 toneladas de RU, sendo 87% deste quantitativo proveniente de recolha indiferenciada e 13% de recolha seletiva.” Relativamente à quantificação de resíduos urbanos por Operação de Gestão, observou-se os seguintes valores, em Portugal continental, no ano de 2009: 62% Aterro, 18,6% Valorização Energética, 8,1% Valorização Orgânica e 11,7% Recolha Seletiva. Comparativamente com estes dados, a região Algarvia destaca-se pela positiva na Recolha Seletiva, possui no entanto um défice acentuado na Valorização Energética e Orgânica. Os valores quantitativos de resíduos urbanos na região algarvia em 2009 foram os seguintes: 77% Aterro, 0% Valorização Energética, 2,3% Valorização Orgânica e 20% Recolha Seletiva. (Fonte: Relatório: Caracterização da Situação dos Resíduos Urbanos em Portugal Continental em 2009 – Agência Portuguesa do Ambiente 06-08-2010)

 
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